Nova linha de crédito para projetos ferroviários com prazo de pagamento ampliado será lançada nesta quinta-feira (11), em evento na B3

Para impulsionar o desenvolvimento de projetos no setor ferroviário, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai lançar nesta quinta-feira (11), uma linha de investimentos voltada para as ferrovias, durante evento na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. O assunto foi adiantado na terça-feira (9) pelo ministro dos Transportes, George Santoro, durante o programa “Bom dia, ministro”.

“Estamos tratando de uma linha de financiamento muito especial, com amplo prazo para pagar, e isso vai atrair novos investidores da Europa e os chineses para poder entrar em projetos de ferrovias no Brasil”, afirmou Santoro.

Santoro detalhou que a EF-118 — estrada de ferro, que vai ligar o Espírito Santo ao Rio de Janeiro, também chamada de Anel Ferroviário do Sudeste — deverá ser uma das beneficiadas pela nova linha do BNDES, principalmente pelo fato de o projeto ser alvo de interesse de investidores estrangeiros. Como destaque, será interligada ao Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense.

A EF-118 é a primeira na lista dos projetos ferroviários do governo federal que vão a leilão nos próximos meses. A primeira etapa da estrada de ferro vai ligar Santa Leopoldina, na região Serrana do Espírito Santo, a São João da Barra, na região do Porto de Açu, no Rio de Janeiro. O ponto na cidade capixaba vai servir como conexão com a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).

Durante o programa, o ministro também afirmou que o pedido de pesquisas arqueológicas, exigidas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), não deve atrasar mais ainda o cronograma da ferrovia.

De acordo com Santoro, o TCU (Tribunal de Contas da União) deve finalizar a análise do projeto até o próximo mês, e o edital poderá ser publicado ainda em 2026. Inicialmente, o leilão da ferrovia estava previsto para junho, depois da publicação do edital em março.

A ferrovia deverá receber R$ 6,6 bilhões de investimentos — com aportes cruzados de R$ 4,1 bilhões provenientes do pagamento de outorga de outras concessões — em sua fase de implantação.

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