O pai já havia sido preso na terça-feira (23), quando se preparava para fugir
A mãe da menina de dois anos que morreu no Hospital Ferreira Machado, em Campos, após sofrer agressões do próprio pai, também foi presa nesta quarta-feira (24). O pai já havia sido preso na terça-feira (23), quando se preparava para fugir. A mãe chegou a chamar a criança de dois meses de desgraça no comedor da unidade de saúde porque chorava.
A prisão da mãe da bebê ocorreu quando ela chegou a 134 DP no Centro de Campos para prestar depoimento. Contra a mulher havia um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, atendendo a pedido da Polícia Civil. Agora pai e mãe da criança estão à disposição da Justiça.
Em uma coletiva, a delegada adjunta da 134 DP, Madeleine Dykeman, disse que durante as investigações, foram ouvidas novas testemunhas no Hospital Ferreira Machado, que relataram que a mãe da vítima teria tido uma postura de negligência. Segundo esses relatos, a mãe também não amamentava a criança e chegou a deixar a menina em um banco, no corredor da enfermeira.
“Não dava de mamar pra menina, chegou a chamar a menina de desgraçada porque a menina estava chorando muito. Uma testemunha confirmou ter visto a mãe deixando Rayllla num banco, no corredor da enfermaria, que demonstra negligência extrema”, contou a delegada.
Entenda o caso
A criança morreu no último final de semana após sofrer agressões em casa, na localidade de Conselheiro Josino, na área Norte do município, localizado no Norte Fluminense. A bebê teve traumatismo craniano, um fêmur fraturado e outras lesões. O pai foi preso na terça-feira (23), ao se preparar para fugir para a cidade do Rio de Janeiro.
Segundo a investigação, a polícia recebeu informações de que o homem pretendia fugir e realizou a prisão antes que ele deixasse o município. Além do cumprimento de um mandado por roubo, o homem é apontado como suspeito das agressões que resultaram na morte da filha.
Segundo a Polícia Civil, ele tinha um mandado de prisão por roubo em aberto desde o mês de abril. Já foi solicitada à Justiça a sua prisão temporária pelo caso da bebê, informou a polícia. A investigação foi iniciada no domingo, um dia após a morte da criança no Hospital Ferreira Machado.


