Inquérito da Polícia Civil aponta que a criança de dois meses foi vítima de sucessivas agressões; caso agora será analisado pelo Ministério Público

A investigação sobre a morte da bebê Rhaylla foi concluída pela Polícia Civil com a responsabilização dos pais da criança, segundo anunciou na noite desta quinta-feira (2), a delegada Madeleine Dykeman, responsável pelo caso. De acordo com o inquérito, a mãe é apontada como autora das agressões que provocaram a morte da filha, enquanto o pai teria acobertado os atos de violência e omitido informações durante a apuração.

As investigações reuniram laudos periciais, depoimentos de testemunhas e outros elementos que, segundo a polícia, demonstram que a bebê foi vítima de sucessivos episódios de violência antes de morrer. Os exames também identificaram diversas lesões compatíveis com maus-tratos.

Ainda conforme a conclusão do inquérito, o pai tinha conhecimento das agressões sofridas pela criança, mas não tomou providências para interromper a violência nem acionou as autoridades ou buscou atendimento imediato para a filha. A polícia considera que sua conduta contribuiu para ocultar os crimes.

Com o encerramento das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o material para decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça. O processo seguirá agora para as próximas etapas no Judiciário.

O caso causou forte comoção e reacendeu o debate sobre a importância da denúncia de suspeitas de violência contra crianças. As autoridades reforçam que qualquer indício de maus-tratos deve ser comunicado imediatamente aos órgãos competentes, permitindo uma resposta rápida para proteger possíveis vítimas.

Entenda o caso

A criança morreu no último final de semana após sofrer agressões em casa, na localidade de Conselheiro Josino, na área Norte do município, localizado no Norte Fluminense. A bebê teve traumatismo craniano, um fêmur fraturado e outras lesões. O pai foi preso na terça-feira (23), ao se preparar para fugir para a cidade do Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, a polícia recebeu informações de que o homem pretendia fugir e realizou a prisão antes que ele deixasse o município. Além do cumprimento de um mandado por roubo, o homem é apontado como suspeito das agressões que resultaram na morte da filha.

Segundo a Polícia Civil, ele tinha um mandado de prisão por roubo em aberto desde o mês de abril. Já foi solicitada à Justiça a sua prisão temporária pelo caso da bebê, informou a polícia. A investigação foi iniciada no domingo, um dia após a morte da criança no Hospital Ferreira Machado.

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