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Home»Destaques»Yinson vence concorrência da Petrobras para plataforma em Albacora, na Bacia de Campos
Destaques

Yinson vence concorrência da Petrobras para plataforma em Albacora, na Bacia de Campos

agosto 14, 2026 Destaques
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A empresa malaia vai construir o navio-plataforma P-88, projeto previsto para a revitalização do campo

A Petrobrás divulgou, na última segunda-feira (10) a lista das empresas que apresentaram propostas na licitação para o novo FPSO de Albacora, na Bacia de Campos. A companhia malaia Yinson saiu na frente na disputa, apresentando a melhor proposta da concorrência, de US$ 2,297 bilhões.

Na sequência, aparecem outras quatro empresas que também ofereceram propostas: a chinesa COOEC (US$ 2,842 bilhões); a indiana Shapoorji (US$ 2,9 bilhões); a malaia MISC (US$ 3,056 bilhões); e a norueguesa BW (US$ 3,191 bilhões).

A partir deste momento, inicia-se a fase de verificação da efetividade da proposta mais bem colocada da licitação, para verificar o atendimento integral aos requisitos do edital. Após, será iniciado um período de negociação. Caso as conversas avancem, será realizada a assinatura do contrato.

Esta é a segunda tentativa da Petrobrás para contratar a nova plataforma de Albacora. A primeira concorrência, no modelo de afretamento, recebeu propostas da BW Offshore e Ocyan, mas terminou sem sucesso nas negociações de preço.

Na atual licitação, a modalidade escolhida foi a BOT (Build Operate Transfer), pela qual a licitante vencedora vai operar o navio durante um determinado período e depois transferirá a responsabilidade para a Petrobrás.

O projeto de revitalização de Albacora contempla, em uma primeira fase, o desenvolvimento do reservatório de Forno, localizado no pré-sal, seguido por uma etapa voltada aos reservatórios do pós-sal. O novo FPSO só deve entrar em operação depois de 2031. A Petrobrás detém 100% de participação no campo de Albacora, enquanto o reservatório de Forno é compartilhado com o Bloco Norte de Brava, na acumulação de Manjuba. A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) é responsável pela gestão do Contrato de Partilha do Norte de Brava.

A plataforma terá capacidade para produzir até 120 mil barris de petróleo por dia e foi projetada para operar por, no mínimo, 20 anos. A unidade será instalada em águas offshore, em uma área com lâmina d’água de 670 metros. O FPSO receberá a produção dos poços submarinos e contará com sistemas de processamento para tratar os fluidos, estabilizá-los e separar a água produzida do gás natural.

Após o processamento, os líquidos serão medidos, armazenados nos tanques de carga da embarcação e transferidos para navios aliviadores.

Albacora está a cerca de 110 km a leste do Cabo de São Tomé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, a produção do campo acontece por meio das plataformas P-25, do tipo SS (Semi Submersível), e P-31, do tipo FPSO. A malha de escoamento de óleo da P-25 é constituída por um oleoduto que interliga a unidade à P-31.

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