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Porto do Açu tem quebra-mar de 3,8 km feito com 42 megacaixões de concreto

julho 13, 2026 Destaques
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A estrutura é essencial para garantir a segurança da navegação e das operações portuárias de navios de grande porte

O quebra-mar do Porto do Açu, em São João da Barra, é uma megabarreira marítima de 3,8 km de extensão. Construído para proteger os terminais offshore das ondas do mar aberto, ele foi erguido utilizando 42 gigantescos caixões flutuantes de concreto, montados com o auxílio do maior dique flutuante do mundo – o Kugira.

A estrutura é essencial para garantir a segurança da navegação e das operações portuárias de navios de grande porte, permitindo que o complexo atue como um dos principais polos de exportação de petróleo do país. Segundo informações técnicas da Acciona, responsável por etapas de engenharia do projeto, o terminal foi o primeiro no Brasil a usar caixões pré-moldados de concreto nesse tipo de solução para infraestrutura portuária.

A obra envolveu 21 mil toneladas de aço, 350 mil metros cúbicos de concreto e uma doca flutuante usada para fabricar os blocos em grande escala. O sistema ajudou a erguer um quebra-mar com mais de 3,8 quilômetros de extensão. Desse total, 2,8 quilômetros foram construídos artificialmente com caixões de concreto, que funcionam como módulos gigantes instalados no mar para proteger o terminal.

Os caixões usados no Porto do Açu são grandes estruturas pré-moldadas. Eles são produzidos em ambiente controlado, levados ao mar e posicionados na área definida pelo projeto. Depois de instalados, passam a atuar como uma barreira física contra a ação das ondas.

Na prática, essas estruturas reduzem a energia do mar antes que ela chegue à área interna do porto. Isso cria condições mais estáveis para manobras de embarcações, atracação e movimentação de cargas.
A solução também diminuiu a necessidade de uso de pedras no quebra-mar. De acordo com a Acciona, a adoção dos caixões de concreto reduziu em 8,5 milhões de toneladas o volume de pedras que seria usado no aterro rochoso. A empresa também informa que a tecnologia evitou a emissão de 100 toneladas de CO2 durante a construção.

Kugira funcionou como fábrica flutuante no litoral fluminense

Um dos pontos centrais da obra foi o uso da Kugira, descrita pela Acciona como a maior doca flutuante de caixões do mundo. A estrutura foi mobilizada para fabricar os blocos de concreto próximos à área de instalação.

A tecnologia permite produzir peças de grande porte em ambiente flutuante, sem depender apenas de fabricação em terra e transporte por longas distâncias. No caso do Porto do Açu, a Kugira foi usada pela primeira vez no Brasil, segundo a empresa.

Com esse processo, os caixões foram fabricados em sequência e depois integrados aos diques artificiais. O resultado foi uma proteção marítima de grande escala, feita com concreto armado, aço e tecnologia de construção flutuante.

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